navegador, linux, google, artigo
Como os rumores anunciavam, foi realmente lançado hoje o novo “sistema operacional” do Google. OBS: Já, já vocês entenderão por que coloquei 'sistema operacional' entre aspas...
Bem, o Chrome OS é um sistema baseado em Linux. É leve, focado em netbooks, usa apenas aplicativos que estão disponíveis online.
Isso significa que ele liga muito rápido e, como é voltado para NETbooks, NÃO SALVA aquivos. Isso mesmo, o Chrome OS armazena os arquivos na nuvem e só transfere os dados para uma memória tipo cache enquanto os arquivos são manipulados. Na verdade, sempre que você reiniciar a máquina, todos dados são limpos e sua máquina estará como nova.

Ainda não sei como será o desenvolvimento de aplicativos para ele. Aliás, para o servidor onde o Chrome OS irá acessar. Mas é certo que Javascript terá papel importante nessa história. A linguagem do lado server, talvez, pouco importará.
Bem, se o sistema vai fazer sucesso, ninguém sabe ainda. Eu (como desenvolvedor e fuçador) não gostei.
Porém, não tenho como negar que o Google entendeu mais do que ninguém que, após a era do hardware e do softwares, a nova era da computação está na informação e conectividade. A tal informática, como antes conhecíamos, não existe mais.
Talvez minha repulsa inicial seja pelo fato que simplesmente esse sistema não é feito para mim. Ele é feito para um outro tipo de usuário. Aquele que nem a Microsoft descobriu a tempo sobre ele: O que não quer saber como o sistema é, ou o que ele faz. Ele só quer saber das suas informações (e tarefas), nada mais. O resto que exploda.
Talvez simplesmente esse seja o tipo de usuário que dê mais retorno financeiro para o Google. Ou talvez seja esse tipo de usuário que realmente vai definir como as coisas devem ser feitas daqui para frente.
O fato é que o Chrome OS é o patrocinador, o subsidiador do objetivo do Google: Que todos coloquem sua vida online.

Se quiser testar, o Chrome OS pode ser baixada nesse endereço na forma de uma máquina virtual que roda sobre o VirtualBox. Os passos são os seguintes:
Depois deixem a opinião de vocês nos comentários.

Quando ouvi Steve Jobs enaltecer as vantagens do seu navegador Safari, tive náuseas. Afinal, assim como o navegador Chrome do Google, o Safari é baseado em um núcleo open-source e disponível para todos.
Não sei qual o nível de complexidade de adaptação e a utilização de um motor JS para que ambos navegadores funcionem como estão hoje. Porém, é óbvio que algo de propriedade pública foi utilizado e ninguém fala disso. O mérito seria da comunidade que desenvolve o Webkit e disponibiliza seu código gratuitamente, não?!
No caso desse “sistema operacional”, o que pude ver é um GNU/Linux surrupiado, extirpado, com boa parte do seus códigos removidos de forma que carregue mais rápido. Configurado para que o navegador Chrome carregue no início da sessão. E permissões de pastas que não permite ninguém (que não seja o root) gravar arquivos. E que somente uma pasta temporária (como a /tmp já é) seja utilizada.
Nada comparado a um sistema realmente modificado e com várias melhorias como é o caso do OSX, que veio do BSD. O Ubuntu, que veio do Debian. Ou o Windows, que veio do DOS (brincadeira rsrs).
Deixo aqui meu protesto contra essas empresas gigantes que, simplesmente não criam mais softwares originais e, passam a utilizar o open-source como alternativa rápida/barata para lançar produtos anunciados como “peixe da casa”. Como diria a IBM, o futuro é aberto.
Incluir comentário
2 mensagens enviadas
Últimos posts:
Destaques:
Programming and design by Samuel Corradi