Samuel Corradi

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O poder do Javascript

jquery, mootools, jogos, framework, desenvolvimento

Lá no inicio da Web haviam alguns programas (no melhor estilo terminal) que exibiam os textos que trafegavam pela rede. Mais tarde apareceu “uma tal” de Netscape que popularizou os novos “terminais” agora capazes de exibir textos em vários formatos, cores, tamanhos, incluindo imagens animadas no formato GIF. Demos o nome a esses novos softwares de browsers (navegadores).

Essa mesma Netscape também criou uma linguagem script para usarmos nos browsers que os tornavam capazes de algumas firulas a mais, como abrir uma janela pop-up, textos correrem pelo rodapé do navegador, trocar as imagens ao passar o cursor em cima dela, validação de formulário do lado cliente, etc. Nada muito sofisticado.

Logomarca da Netscape

Diante da necessidade de termos algo mais empolgante, e com a melhoria no desempenho dos computadores, surgiu outro novo programa capaz de fazer animações escalonáveis através de gráficos vetoriais. Seu nome era Flash.

Foi um verdadeiro BOOM! Todo mundo passou a querer fazer seu site em Flash. Mesmo que o site não tivesse animação alguma, o chefe dizia: ele tem que ser em Flash.

Algum tempo depois, com a expansão da fibra-óptica e a popularização das conexões de banda larga tão rápidas quanto os processadores, surgiram sites cada vez mais criativos que usavam e abusavam de conteúdos multimédia.

“Não tem jeito, se quiser fazer alguma coisa interativa, tem que usar Flash”. É o que se ouvia nos quatro cantos. E não deixava de ser verdade...

Super Mario em Javascript

Com o Flash instalado em 99% das máquina em todo mundo, com uma plataforma de exibição única e independente se seu navegador de Internet Explorer ou Netscape, parecia que a Internet caminhava em direção ao Flash. A Macromedia (adquirida pela Adobe) tinha a faca e o queijo na mão para transportar grande parte do conteúdo da Internet para dentro de sua plataforma e, fatalmente, transforma-la de fato em um padrão de exibição.

Asteroids em Javascript

(PAUSA – Essa foi a história, agora entra minha opinião)

Porém, como disse Cazuza, o tempo não para.

Apesar de ter toda oportunidade do mundo em suas mãos, nem Macromedia e nem Adobe, conseguiram desenvolver todo potencial que o Flash pode proporcionar. E, com o surgimento do HTML5, talvez seja tarde demais.

Um dos fatores para isso é a falta de uma IDE decente para que os programadores famintos por códigos pudessem desenvolver suas aplicações. Sei que todo caso possui exceções, mas é realmente muito fácil encontrar desenvolvedores que não se adaptaram ao ambiente de desenvolvimento dominado por uma timeline.

Tetris em Javascript

De repente, aparece na jogada a Microsoft (com o Silverlight) e a Sun (com seu JavaFX), ambas dispostas a entrar na corrida por uma plataforma de desenvolvimento rica (leia-se RIA). Concorrentes diretos do Flash, ambas fazem uso de IDE mais experimentadas e uma base consistente de desenvolvedores. O circo está armado.

Blocks em Javascript

Porém, lembra daquela linguagem script da Netscape que eu falei no início do texto? Correndo por fora, o Javascript, juntamente com os navegadores, continuou evoluindo.

Enquanto Abobe gasta seu tempo tentando descobrir o que fazer com seu produto para que programadores também o adotem como ferramenta de desenvolvimento e Microsoft/Sun dormem no ponto e não fazem a tempo suas próprias plataformas ricas, o Javascript veio a cada dia acrescentando novos recursos e ganhando frameworks que agilizaram (e muito) seu processo.
Hoje podemos dizer que Javascript deixou de ser uma linguagem para pop-up e, com o crescimento do Ajax, se tornou algo muito mais sério. Com frequência podemos ver aplicações em Javascript substituindo outras que, anteriormente, só poderiam ser feitas em Flash.

Objetos 3D em Javascript

Frameworks, como jQuery (meu predileto) e MooTools, permitem que se desenvolvam aplicações elegantes em JS mais rápido que o Euller. Tudo de forma otimizada, assíncrona, compatível com qualquer browser, e com efeitos prontos para serem utilizados.

Wolfenstein 3D em Javascript

Se para você RIA ainda restringe-se apenas a Flash, é melhor rever seus conceitos. Com Javascript é possível desenvolver interfaces completas. Incluindo arrastar-soltar, barra de rolagem, detecção de colisão, enfim, uma série de recursos em que o processamento ficará a cargo do cliente.

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3 mensagens enviadas

Samuel Corradi

Valew Vinicius!
Infelizmente tiraram a matéria do Meio Bit por que lá só pode ter conteúdo exclusivo. E como coloquei tenho o texto aqui no meu site...
Achei uma pena por que, últimamente, só se fala de Jobs e Iphone :(

Abração!

vinicius

Concordo em relação ao que diz respeito em que pessoas/usuários/desenvolvedores sempre pensaram ou ainda pensam que RIA e apenas o 'Flash' ou até o 'FLEX', javascript é simplesmente de mais. JQuery é o que manda...rs
Parabéns para o autor da matéria.

Samuel Corradi

Complementando o texto: Pac-Man: http://www.harryguillermo.com/Pacman.aspx Player tipo iTunes: http://www.thecloudplayer.com

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